ÍNDICE

  1. APRESENTAÇÃO
  2. INTRODUÇÃO
  3. CARACTERIZAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA
  4. ECOSSISTEMAS DA MATA ATLÂNTICA
  5. INTERAÇÃO DOS ANIMAIS COM A FLORESTA
  6. AÇÕES DO HOMEM CONTRA A MATA ATLÂNTICA
  7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

2. CARACTERIZAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA

Pode-se imaginar a Mata Atlântica como sendo estruturada em camadas. Cada uma destas camadas pode ser um hábitat específico para determinadas plantas e animais.

 

Figura 2.1 Estrutura da floresta: dossel (copada).

 

O tronco das árvores, normalmente liso, só se ramifica bem no alto para formar a copa, que nas árvores mais altas tocam-se umas nas outras, formando uma massa de folhas e galhos. Esta parte vem a ser o camada superior, conhecida também como dossel. O bugio e o tucano são exemplos de animais que ocupam essa camada. A maioria das espécies de bromélias e orquídeas que necessitam de uma maior quantidade de luz também ocupam essa camada.

 

Figura 2.2 Saí-verde (Chlorophanes S. Spiza): uma das aves que preferem ocupar a camada do dossel da floresta Atlântica.
 
Figura 2.3 A maioria das espécies de bromélias ocupa a copa das árvores para receber mais luz do sol.

 

Em uma parte mais baixa, nascem e crescem arbustos e pequenas árvores tais como bambus, samambaias gigantes (xaxins), liquens e outras espécies, que toleram menos quantidade de luz. Esta parte constitui-se no que se chama de sub-bosque. A maioria das espécies de aves ocupa essa camada da floresta.

 

Figura 2.4 Sub-bosque: constituído por um grande número de espécies de plantas de pequeno porte, que são adaptadas para viver em ambientes que recebem pouca luz solar.
 
Figura 2.5 Casca-de-anta ou baga-de-tangará: planta (arbusto) típica do sub-bosque.

 

É importante ressaltar que tanto nas árvores mais altas como nas mais baixas, encontram-se várias outras espécies de plantas, tais como cipós, bromélias e orquídeas.

As folhas que caem das árvores, bem como os galhos secos que se desprendem e os troncos das árvores que morrem vão se acumulando no chão da floresta e criam um ambiente muito especial, que se constitui no hábitat para muitos animais e microorganismos, como fungos e bactérias, que são os principais responsáveis pelo processo de decomposição de toda esta matéria morta, que são transformados em nutrientes para manter o vigor e crescimento das árvores e outras plantas. Esta camada de materiais em decomposição recebe o nome de serapilheira.

A serapilheira tem também uma importante função de proteger o solo da floresta: evita a erosão e mantém a umidade. O solo úmido absorve melhor a água das chuvas, o que torna possível a recarga do lençol freático, evitando que as nascentes sequem.

Certas espécies de répteis e anfíbios têm uma adaptação especial para ocupar esta camada da floresta: apresentam uma coloração que se confunde com o ambiente das folhas secas, tornando-se assim “invisíveis”. É uma estratégia de defesa contra ação de predadores.

 

Figura 2.6 Serapilheira: camada de folhas, galhos e troncos no chão da floresta, em decomposição, o “adubo” da floresta. É o hábitat de muitas espécies da fauna como o sapo-boi-da-serra-do-mar (Proceratophrys subguttata) que possui uma adaptação especial para viver neste ambiente sem ser facilmente notado por predadores: a coloração de sua pele se confunde muito com as folhas secas.
 
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