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INFORMAÇÕES:

ARACUÃ
Ortalis squamata (Lesson, 1829)

Family: Cracidae
Nome em inglês: Scaled Chachalaca

Foto Germano Woehl Junior
Local: RPPN Santuário Rã-bugio - Guaramirim (SC)
Data: 14/10/2018

Canto gravado por Germano Woehl Junior
Local: RPPN Santuário Rã-bugio - Guaramirim - Santa Catarina


AMEAÇAS
Perda de hábitat causado pela fragmentação das florestas e desmatamentos. Além disso, sofre muita pressão de caça ilegal. Por ser uma ave grande e viver em bando os caçadores a encontram com facilidade. 

Caracteristicas
Mede aproximadamente 50 cm. Bico preto amarronzado, penas laterais da cauda ferrugíneas, costas marrom-castanho e barriga cinzenta. 

Alimentação
Alimenta-se de insetos, minhocas e vários tipos de frutos, folhas e brotos.

Reprodução
Formam casais fiéis, o macho alimenta a fêmea. Faz ninho pequeno nos cipais, às vezes no alto das árvores, em ramos sobre a água ou ainda em troncos caídos, podendo ainda utilizar ninhos abandonados de outras aves. Pelo hábito de viver em bandos geralmente nidifica em grupo, para melhor defender os filhotes dos predadores. Nascem de 2 a 3 filhotes por ninhada. Veja a foto das cascas de dois ovos de aracuã que eclodiram e foram encontrados na natureza, clique aqui para ver foto. Nesta ninhada nasceram dois filhotes de aracuã. Observamos na RPPN Santuário Rã-bugio uma, fêmea jovem  realizou a primeira postura de ovos somente no ano seguinte ao nascimento, ou seja, dois anos após o nascimento, embora já estivesse desenvolvida no primeiro ano. A postura foi de 2 ovos, o primeiro deles medindo 40 x 58 mm.

Alimentação dos filhotes
Na RPPN Santuário Rã-bugio no dia 05/01/2020, um morador do entorno encontrou um filhote recém nascido, com dois ou três dias de vida, abandonado ou que se perdeu dos pais. Foram estes os alimentos oferecidos que este filhote aceitou: minhoca, insetos (cupim, formigas, butuca ou mutuca), aveia amolecida com água, banana, abacate, mamão, cambucá (Plinia edulis), pariparoba (Piper aduncum), pixirica (Leandra australis), planta epífita (Codonanthe devosiana) folhas de alface e ora-pro-nóbis. O filhote aceitou água também, que tomava da mesma maneira que galinha. Logo nos primeiros dias de vida observamos a habilidade de capturar pernilongos e moscas no ar. Muitos sugerem dar ovos cozinho de galinha (gema e clara), mas após o quarto dia o filhote passou a rejeitar este alimento, tanto a gema como a clara. Então, a gema e a clara moída foi misturara com banana, formando uma pasta que era aceita pelo filhote, porém provocou uma forte diarreia e ovo cozido de galinha foi retirado da dieta. Uma observação importante é que o filhote precisa ser alimentado com muita frequência, a cada 30 minutos, variando o tipo de alimento. O filhote come em pequenas quantidades e recusa o alimento se tentar dar mais. Veja na galeria de fotos as imagens do filhote de aracuã em diferentes fases de desenvolvimento.

Curiosidades sobre o filhote de Aracuã
O filhote tem boa camuflagem quando está sobre as folhas secas ou mesmo pousado nos galhos de árvores e arbusto, ficando quase invisível. Nos primeiros dias de vida, quando está acompanhando os pais no solo, pia o tempo todo, com um som de baixa intensidade, para avisar os pais sobre sua localização. Na emissão deste som tem um truque da natureza que o filhote usa para enganar os predadores sobre sua localização real. O som parece que está sendo emitido de outro ponto e não onde o filhote realmente está. Este efeito é produzido pela emissão sonora com duas frequências bem próximas, que causa um fenômeno da física conhecido como batimento, que causa uma modulação na onda sonora resultante. Algumas espécies de anfíbios também se utilizam deste fenômeno quando coaxam a noite para não revelarem sua localização para os predadores Já na segunda semana o filhote é muito veloz no solo e apresenta as pernas mais compridas, proporção em relação ao corpo diferente dos adultos, uma adaptação que proporciona maior velocidade no solo, estratégia para fugir de predadores. 
O filhote exala um odor forte muito agradável nas duas primeiras semanas de vida. 

No caso do filhote que foi abandonado e tivemos que cuidar, ele procurava sempre subir em nossos ombros, principalmente nos dias de chuva, ou ficava encostado nos pés ou junto aos nossos calçados. Para dormir, quando começava a escurecer, ficava muito agitado, procurava subir nas árvores, no lugar mais alto possível. Quando percebia que estava sozinho, saltava, voando em nossa direção para pousar sobre nossos ombros. Durante a noite, o filhote era colocado em um local seguro para dormir.

Distribuição geográfica
Mata Atlântica (litoral) do Sul e Sudeste do Brasil

Referências
* Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro-RJ.
 
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