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INFORMAÇÕES:

AZULINHA ou BORBOLETA-AZUL
Morpho aega (Hubner ,1822)


Ordem: Lepidoptera
Subordem: Ditrysia
Superfamíla: Papilionoidea
Famíla: Nymphalidae
Subfamília: Morphinae
Tribo: Morphini
Subtribo: Morphina

Foto: Germano Woehl Jr.

Local: RPPN Santuário Rã-bugio - Guaramirim, Santa Catarina
Data: jul/2006


EXEMPLAR MACHO.
Obs.: só os machos exibem essa coloração azul metálica; fêmeas são amarronzadas.

Esta espécie de borboleta tem dois ciclos anuais. Na Mata Atlântica da região norte de Santa Catarina (planalto norte), os picos de atividade na fase de borboleta ocorrem nos meses de dezembro e abril. 

Na fase de borboleta a Morpho aega não se alimenta e vive somente alguns dias.

É uma das espécies de borboletas mais cobiçada pelos traficantes. São criminosamente capturadas na natureza para confecção de artesanato. Geralmente, alguns criatórios de borboletas autorizados estão envolvidos. Usam o criatório como fachada para este lucrativo negócio (legalizando as borboletas capturadas na natureza). Costumam envolver crianças, tirando-as das salas de aula. Pagam não mais do que R$ 0,10 por cada exemplar. Veja uma matéria sobre o assunto que foi publicada no jornal A Noticia, 06/08/2000

Portanto, não compre artesado feito com asas de borboletas. Além de ser um objeto de mau gosto (feito com cadáveres de animais mortos de forma cruel), contribui para a sua extinção e desequilíbrios ecológicos, que afetam outros animais e todo o ecossistema. 


Segue um poema de Olavo Bilac, escrito há mais de um século.


A borboleta 
Olavo Bilac

Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! é toda preta,
Com listas douradas na asa.

Tonta, nas mãos de criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fugir, porfia, cansa,
E treme, e respira a custo.

Contente, o menino grita:
“É a primeira que apanho,
Mamãe!vê como é bonita!
Que cores e que tamanho!

Como voava no mato!
Vou sem demora pregá-la
Por baixo do meu retrato,
Numa parede da sala.”

Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: “Que mal te fazia,
Meu filho, esse animazinho,
Que livre e alegre vivia?

Solta essa pobre coitada!
Larga-lhe as asas, Alfredo!
Vê como treme assustada...
Vê como treme de medo...

Para sem pena espetá-la
Numa parede, menino,
É necessário matá-la:
Queres ser um assassino?”

Pensa Alfredo... E, de repente,
Solta a borboleta... E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.

“Assim, meu filho! perdeste
A borboleta dourada,
Porém na estima crescente
De tua mãe adorada...

Que cada um cumpra a sorte
Das mãos de Deus recebida:
Pois só pode dar a Morte
Aquele que dá a Vida.”

Video: Germano Woehl Junior Local: Serra do Mar - Alto Quiriri
 
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