BESOURO-BICO-PRETO ou GORGULHO-BARBUDO Rhinostomus barbirostris
Conhecido como Broca-do-estipe por causar danos às palmeiras (coqueiros)
Ordem: Coleoptera Subordem: Polyphaga Infraordem: Cucujiformia Superfamília: Curculionoidea Família: Curculionidae
Foto: Elza Nishimura Woehl Local: RPPN Santuário Rã-bugio - Guaramirim - Santa Catarina Data: Dezembro de 2004
Trata-se de um GORGULHO, na verdade.
Observação: estava num coqueiro-da-bahia (côco-anão), em nossa residência em Guaramirim SC.
As larvas deste besouro se desenvolvem no tronco de palmeiras.
Rhinostomus barbirostris é um besouro preto que mede entre 11 mm a 40 mm de comprimento, o macho é maior que o da fêmea e possui pelos avermelhados na ponta do bico. As fêmeas colocam seus ovos geralmente na parte baixa do estipe ou próximo à copa, fazendo aí orifícios ou aproveitando os já existentes. As larvas iniciam sua alimentação furando o caule da palmeira (estipe) onde formam as galerias as quais aumentam de diâmetro à medida que se desenvolvem. Durante esse período constrói inúmeras galerias expelindo os excrementos pelo orifício de entrada que se acumulam no solo ao redor da planta, que é um dos sintomas característicos do ataque. As galerias provocam a redução e interrupção do fluxo de seiva, culminando na queda de folhas verdes, e causando quebra de mais de 70% na produção e podendo levar à queda da planta pela ação dos ventos e enfraquecendo o coqueiro que pode ser derrubado pela ação de fortes ventos. O período ovo-adulto dentro da planta ocorre entre 5 a 6 meses, e já na fase adulta, o inseto constrói uma galeria para o ambiente externo.
Referências:
Paulo da Silva, Adenir Vieira Teodoro, Carla Ruth de Carvalho Barbosa Negrisoli & Aldomario Santo Negrisoli Junior. Uso de barreira mecânica no controle de Rhinostomus barbirostris (F.) (Coleoptera: Curculionidae) em coqueiro. Embrapa Agricultura Digital (CNPTIA) Acesso em 02.04.2026
Moura JIL. 2016. Rhinostomus barbirostris Fabricius (Coleoptera, Curculionidade) Broca do estipe. In: Moura JIL (Ed.) Manejo Integrado das Pragas das Palmeiras. Ilhéus-BA: CEPLAC
Ferreira JMS. 2009. Pragas e métodos de controle ajustados à baixa capacidade de investimento dos pequenos produtores rurais. In: Cintra FLD, Fontes HR, Passos EEM, Ferreira JMS (Eds) Fundamentos tecnológicos para a revitalização das áreas cultivadas com coqueiro gigante no nordeste do Brasil. Aracaju – SE: Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2009, p. 196-198.
Agradecemos ao Felipe A P L Costa, da Rede Pró-UC, pela ajuda na identificação deste besouro (gorgulho).
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