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INFORMAÇÕES:

BARBUDINHO
Phylloscartes eximius (Temminck, 1822)

Nome em Inglês  Southern Bristle-Tyrant

Família: Rhynchocyclidae
Subfamília: Pipromorphinae


Foto: Germano Woehl Junior
Local: RPPN Corredeiras do Rio Itajaí – Itaiópolis SC
Data: 28/01/2021



Ameaças
Está criticamente ameaçado de extinção no Estado de Santa Catarina. Esta espécie ocorre somente na Mata Atlântica. O desmatamento e fragmentação das matas nas cabeceiras do rio Itajaí do Norte está levando a espécie à extinção.

Características
O barbudinho (Phylloscartes eximius) é um passeriforme pequeno que mede cerca de 12 centímetros e pesa aproximadamente 8 gramas.

Alimentação
O barbudinho alimenta-se principalmente de pequenos insetos que captura por meio de manobras aéreas no estrato médio da floresta.

Reprodução
Sabe-se relativamente pouco a respeito da reprodução do barbudinho. O ninho  é construído com musgo e teias de aranha. É um ninho fechado com uma pequena abertura na porção superior.

Hábitos
O barbudinho tem preferência por florestas próximas a riachos e pequenos lagos A espécie é encontrada principalmente sozinha ou aos pares no estrato médio e alto da floresta, podendo se associar a bandos mistos ou não. Vocaliza intensamente enquanto forrageia, sendo detectado com relativa facilidade.

Distribuição Geográfica
Ocorre somente na Mata Atlântica. Está distribuído desde a região centro-sul do estado de Minas Gerais, ocorrendo até o norte do Rio Grande do Sul e partes do Paraguai e Argentina, na província de Missiones. Em Santa Catarina, foi encontrado nas cabeceiras do rio Itajaí do Norte, em Itaiópolis (RPPN Corredeiras do Rio Itajaí). No sudeste do Brasil, o barbudinho ocorre principalmente em áreas montanhosas, sendo encontrado acima dos 800 metros de altitude. Já na porção sul e interior de sua distribuição, a espécie ocorre em áreas de relevo mais ameno, chegando a ser encontrado em áreas a 100 metros acima do nível do mar. Apesar da grande extensão de ocorrência, o barbudinho é encontrado apenas de forma pontual por essa vasta região, sendo considerado uma espécie rara em boa parte de sua distribuição.


Agradecemos ao ornitólogo Douglas Meyer pela identificação